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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Quais os métodos de prevenção de riscos de acidentes em atividades sobrepostas?


Parece brincadeira, mas algumas pessoas mão conhecem este termo de trabalho sobreposto. Mas o prevencionista está alinhado. Existe e é perigoso! Trabalhos sobrepostos são aqueles em que um determinado grupo de trabalhadores está exposto a riscos gerados por outra atividade de risco que está sendo executada na proximidade ou no mesmo local. Ex: risco de queda de materiais causados por trabalho em altura com outras pessoas em atividade no piso inferior; risco de atropelamento causado por máquinas operando próximas de pessoas; risco de acidentes causados durante o processo de comissionamento ou com pessoas nas áreas de riscos, etc.
18.4.6.1 As tarefas a serem executadas mediante a adoção de soluções alternativas devem estar expressamente previstas em procedimentos de segurança do trabalho a descrição dos equipamentos e das medidas de proteção coletiva a serem implementadas;
As  devem utilizar os meios necessários para evitar ou conter quedas tanto de pessoas quanto de peças, objetos, ferramentas ou equipamentos durante a realização de trabalhos sobrepostos, tais como, isolamento de área, fechamento de aberturas no piso, construção de assoalho, marquises, alarme sonoro de equipamentos de movimentação de materiais tipo elevadores, gruas, guinchos, etc. As empresas devem providenciar aos seus empregados caixas de ferramentas manuais apropriadas e adequadas para o transporte das mesmas quando da realização de trabalhos sobrepostos. 
Quando um trabalho inviabilizar outro trabalho em nível inferior por qualquer motivo, inclusive segurança, a prioridade deverá ser estabelecida pela gerenciadora, que é a autoridade para esta finalidade. Em nenhuma hipótese o pessoal de segurança será responsabilizado pela eventual interrupção do trabalho, nem qualquer indenização ou pagamento pelo trabalho não realizado será pleiteado em função dessa condição as possíveis interferências que podem ocorrer durante as atividades.  
18.4.6.1 As tarefas a serem executadas mediante a adoção de soluções alternativas devem estar expressamente previstas em procedimentos de segurança do trabalho, nos quais devem constar: a descrição de uso e a indicação de procedimentos quanto aos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e EPI, conforme as etapas das tarefas a serem realizadas;
SEMAE de Ouro Preto - ( MG )
Cuidados especiais deverão ser adotados nos trabalhos em altura e no uso de plataformas elevatórias. B) barreiras ou anteparos. Deverão ser instalados visando a segregação dos riscos. c) segregação de pessoas e máquinas, pessoas e equipamentos, pessoas e atividades críticas. Deverá ser instalada visando alertar os trabalhadores quanto aos riscos. d) coberturas ou redes de proteção. Deverão ser instaladas em locais onde houver necessidade de trabalhos em pisos diferentes com risco de queda de materiais. O modelo e diâmetro das telas de proteção deverão estar contempladas na APR. e) tapumes e biombos deverão ser instalados para proteger as pessoas do risco de projeção de partículas, fagulhas e outros. 
18.4.6.2 As tarefas envolvendo soluções alternativas somente devem ser iniciadas com autorização especial, precedida de análise de risco e permissão de trabalho, que contemple os treinamentos, os procedimentos operacionais, os materiais, as ferramentas e outros dispositivos necessários à execução segura da tarefa.
O fornecedor de serviços deverá possuir equipe exclusiva para a organização e arrumação das frentes de serviços, conforme procedimento específico. Quando as ações não forem suficientes para o controle dos riscos em atividades sobrepostas, ações como mudanças de horários e revezamentos entre as equipes de execução das atividades deverão ser adotadas sempre em consenso com as partes envolvidas. No caso do risco não estar controlado, a atividade deverá ser paralisada imediatamente até que ações corretivas sejam adotadas. Deverão ser adotadas ações de comunicação (campanhas, sinalização através de placas, dds, divulgação desinformações contidas nas apr´s) com o intuito de divulgação dos riscos nas atividades sobrepostas. bloqueio de fontes de energia diversas. Nas atividades em altura será obrigatória a amarração das ferramentas e o uso de porta ferramentas prevenindo quedas das mesmas no piso inferior. g) Os andaimes deverão ser fiscalizados diariamente com foco em acessos, aberturas de piso, rodapés e guarda-corpos. 
Continuamente deverão ser realizadas monitoramento dos desvios através de inspeções de segurança, blitz de segurança, inspeções gerenciais. Equipamentos de proteção individual: a) capacete com jugular; b) botina; c) óculos de segurança; d) protetor auricular (caso necessário); e) cinto de segurança tipo pára-quedista talabarte em “y” com dupla trava, caso necessário.  Para controle de riscos devem ser realizadas: a) inspeções de segurança; b) blitz de segurança; c) inspeções gerenciais; d) avaliação de organização e limpeza.

Qual o tipo de preparação de áreas seguras nos ambientes de trabalho?

È impossível eliminar todos os riscos à nossa volta nas frentes de serviço. O melhor que podemos fazer é eliminar alguns e minimizar o máximo possível outros. Uma pessoa que tenha que dirigir em estradas asfaltadas e escorregadias em dias chuvosos, não pode eliminar os riscos devidos à tração deficiente ou a má visibilidade, mas pode minimizá-los. Eis aqui um outro exemplo comum: Uma escada numa residência de dois andares é essencial, por razões óbvias. 
Atividade de troca de cruzetas de fibra
Quais os riscos de queda nas atividades de troca de cruzetas
Muitas pessoas morrem ou ficam feridas todos os anos em acidentes em escadas. Naturalmente a escada não pode ser eliminada, mas os riscos podem ser minimizados.Para tanto providenciamos corrimão na altura recomendada, pisos aderentes, inclinação, quantidade de degrau recomendado, espaçamento entre degraus e altura dos degraus dentro das normas e iluminação apropriada. Além disto, devemos treinar as crianças para usar escadas com segurança, subir e descer um degrau de cada vez, usar o corrimão e não correr. Agora esta escada pode ser usada com segurança relativa. Suas condições de riscos foram minimizadas e a conscientização através do treinamento apropriado às crianças deve eliminar os atos inseguros. 
Vejamos como estes princípios se aplicam em nosso trabalho. Suponha que temos um projeto que exija de nós reparos em instalações subterrâneas num cruzamento de rua movimentado. A quebra do asfalto e a abertura de um buraco certamente apresentam muitos riscos que não podem ser eliminados. Como nosso trabalho irá interferir no tráfego de veículos e pedestres, temos de iniciar definindo nossa área de trabalho. Os motoristas devem ser alertados antecipadamente de que há um grupo de pessoas executando um trabalho à frente.
Quais os riscos na utilização de escada manual?
Qual a melhor estratégia para realização de atividades de trabalho?
Como não podemos eliminar os riscos do tráfego, o melhor que podemos fazer é torná-lo mais lento. Reduzir a velocidade contínua dos veículos não apenas permite a continuidade do trabalho e melhora a segurança, como também melhora as boas relações com os vizinhos. Após estabelecermos um padrão seguro para o tráfego, após termos criado proteção aos pedestres naquele local, ainda assim teremos de lidar com os riscos envolvidos na tarefa. Muitos dos riscos com os quais defrontamos podem ser eliminados, outros podem ser minimizados. 
A utilização de equipamentos como o capacete, luvas, óculos de segurança, protetores faciais, máscaras, enfim, aqueles equipamentos dimensionados pela segurança como importantes para sua proteção, eliminarão os outros riscos nesta atividade. Porém, todo o aparato de proteção existente não impedirá atos inseguros daqueles que querem desafiar a própria segurança. Cada um de nós é responsável por seu próprio desempenho na segurança do trabalho.

Procedimentos para Execução do ASTA, para evitar acidentes no sistema elétrico de potencia!

Devem executar esta atividade os profissionais que forem treinados, capacitados e autorizados a intervir no sep. Para a intervenção devemos determinar os procedimentos para execução, com a finalidade de garantir o cumprimento e verificação dos passos críticos da tarefa. Para execução das atividades os colaboradores vão precisar de ferramentas e equipamentos específicos como : bastão ou vara de manobra telescópica, detector de tensão, loadbuster e conjunto de aterramento temporário completo, verificar o estado de conservação dos subconjuntos de aterramento, nunca encostar partes do corpo no cabo de aterramento durante sua instalação. imediatamente fora de serviço. Obs: estes equipamento de ser aferidos para serem utilizados, a gerenciadora de segurança e saúde vai estar verificando! Além disso temos a utilização de placas de sinalização “não opere esta chave”. Não podemos esquecer da análise e controle dos riscos que deve constar a identificação, avaliação e controle dos riscos assim como também ser observados outros riscos adicionais. Ações para prevenção de acidentes: abrir o dispositivo após autorização e sinalizar utilizando a placa de sinalização. Testar ausência de tensão e aterrar o circuito a ser trabalhado de acordo com a sequência de instalação. 
MONTAGEM DE ATERRAMENTO DE REDES ELÉTRICA; NR 10; NBR 5410; NBR 14039
Quando estes forem submetidos à corrente de curto-circuito deverão ser colocados Conferir numeração das chaves ou dispositivos de manobra. A equipe poderá trabalhar com circuitos primários desenergizados (escalando poste) estando o circuito secundário energizado somente em estruturas com RSI.Para trabalhos em circuito de primário desenergizado com a BT convencional energizada deverá ser realizado através de cesta aérea.  Não é permitido o trabalho ao contato na estrutura primária onde a MT esteja energizada em um lado, mesmo que o outro lado esteja aterrado. No caso da BT, é permitida a intervenção em um lado desenergizado da estrutura com o outro energizado, desde que o lado energizado e os ramais de ligação estejam isolados com lençóis isolantes. Em estruturas primárias convencionais de RDA em dois níveis ou mais, nenhum trabalho ao contato poderá ser realizado no nível superior desenergizado com o nível inferior energizado, exceto quando o nível inferior for RDI sem equipamentos, terminações e com a blindagem aterrada. Em RDR, a aplicação da haste de terra é obrigatória e deverá ser cravada no mínimo 80 cm, exceto nas estruturas intermediárias em aterramento de trecho. O parafuso âncora olhal de estai poderá substituir a haste, se a conexão do grampo de aterramento for feita diretamente nele e não na alça preformada ou no cabo de estai, caso o comprimento do cabo não seja suficiente, poderá ser complementado com o aterramento monofásico. 
BASTÃO DE ATERRAMENTO DE FERRAGENS; ACABEÇOTE DE ATERRAMENTO
No caso de ausência do condutor neutro no circuito, o grampo do subconjunto sela deverá ser conectado ao condutor fase mais próximo, sendo obrigatória a instalação da haste terra. Para trabalho em estruturas ou trecho de MT que tenham dispositivo instalado que faça a abertura automática do circuito (chave fusível, religador, etc ) aterrar ambos os lados do equipamento, estando este aberto ou fechado. Para seccionamento de condutores, deve-se aterrar os dos dois lados do ponto seccionado, ex: emenda de condutores, abertura de chaves, etc. Em estruturas compostas por mais de um poste, como HT, HTE, e HTT, regulador de tensão em bancada, etc, onde o executante irá trabalhar, deve-se instalar uma sela em cada poste que o executante for escalar e conectá-las entre si. Nestas estruturas, se não houver neutro ou aterramento, não é permitido trabalhar com equipamentos em operação. Poderão ser executados serviços em instalações elétricas desligadas na BT ao contato e a distancia, e, na MT à distância, ( ex: retirada de pássaros, animais, pipa, ninhos, pequenos galhos etc.), desde que seja aplicada obrigatoriamente a metodologia de trabalhos em redes energizadas. 
ATERRAMENTO TRIFÁSICO; ATERRAMENTO DE CELA
A operação do SEP (sistema elétrico de potencia) à distância, através de bastão isolante com no mínimo três elementos na MT ou um elemento na BT, poderá ser executada pelo executante equipado com luvas de proteção mecânica (vaqueta). Caso a operação ocorra sob chuva ou com o bastão isolante úmido ou molhado, obrigatoriamente o executante deverá estar equipado com luvas de borracha isolantes, de acordo com a classe de tensão. No teste de ausência de tensão na BT convencional, utilizando o bastão de teste e aterramento de ferragens à distância, o executante deverá utilizar a luva isolante. Na realização dos testes de ausência de tensão ao contato no SEP (sistema elétrico de potencia), deverão ser utilizadas luvas isolantes de acordo com a classe de tensão. Em estruturas havendo o seccionamento em somente uma das fases do circuito (conexão ou chave faca) poderá ser utilizado um conjunto de aterramento trifásico de um dos lados e do outro lado fica permitida a instalação do conjunto de aterramento monofásico. Caso haja necessidade de intervenção nas outras fases, o mesmo conjunto de aterramento monofásico poderá ser utilizado, desde que manuseado com vara de manobra com no mínimo 03 elementos ou bastão pega tudo 2580mm. É permitida a instalação do conjunto de aterramento monofásico diretamente do solo. Em RDR os aterramentos de trecho devem ser realizados nas estruturas adjacentes ao campo de visão das estruturas intermediárias, sendo necessário realizar o teste de ausência de tensão antes do aterramento em apenas uma destas estruturas adjacentes. 
IMPLANTAÇÃO DE POSTES; MINA DE FAZENDÃO
Em RDU antes da instalação do conjunto sela-neutro, o supervisor ou encarregado ou algum executante deve confirmar se o circuito onde foram instalados os aterramentos nas estruturas adjacentes é o mesmo circuito onde serão instalados o(s) conjunto(s) sela-neutro. Na impossibilidade da confirmação mencionada, os aterramentos devem também ser realizados nas estruturas adjacentes ao campo de visão das estruturas intermediárias, sendo necessário realizar o teste de ausência de tensão antes do aterramento destas estruturas adjacentes. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Manutenção mecanica do TCLD

SEGURAS DE TRABALHO!  Na verdade o programa inteiro de prevenção de acidentes é apenas isto. Eis aqui um outro exemplo comum: uma escada numa residência de dois andares é essencial, por razões óbvias. Muitas pessoas morrem ou ficam feridas, todos os anos, em acidentes em escadas. Naturalmente a escada não pode ser eliminada, mas os riscos podem ser minimizados. Para tanto providenciamos corrimão na altura recomendada, pisos aderentes, inclinação, quantidade de degrau recomendado, espaçamento entre degraus e altura dos degraus dentro das normas e iluminação apropriada. 
Além disto, devemos treinar as crianças para usar escadas com segurança, subir e descer um degrau de cada vez, usar o corrimão e não correr. Agora esta escada pode ser usada com segurança relativa. Suas condições de riscos foram minimizadas e a conscientização através do treinamento apropriado às crianças deve eliminar os atos inseguros. Vejamos como estes princípios se aplicam em nosso trabalho. Suponha que temos um projeto que exija de nós reparos em instalações subterrâneas num cruzamento de rua movimentado. A quebra do asfalto e A abertura de um buraco certamente apresentam muitos riscos que não podem ser eliminados. Mesmo que seja um trabalho de emergência, ele deve ser planejado e avaliado antes de ser iniciado. 
Todos os membros da equipe de trabalho são responsáveis pela identificação e análise dos riscos inerentes àquela atividade. Todos devem ser protegidos o máximo possível como o público externo, as propriedades públicas, os vizinhos e cada membro da equipe. Como nosso trabalho irá interferir no tráfego de veículos e pedestres, temos de iniciar definindo nossa área de trabalho. Os motoristas devem ser alertados antecipadamente de que há um grupo de pessoas executando um trabalho à frente. Como não podemos eliminar os riscos do tráfego, o melhor que podemos fazer é torná-lo mais lento. Reduzir a velocidade contínua dos veículos não apenas permite a continuidade do trabalho e melhora a segurança, como também melhora as boas relações com os vizinhos. 
Após estabelecermos um padrão seguro para o tráfego, após termos criado proteção aos pedestres naquele local, ainda assim teremos de lidar com os riscos envolvidos na tarefa. Muitos dos riscos com os quais nos defrontamos podem ser eliminados e outros podem ser minimizados. A utilização de equipamentos como o capacete, luvas, óculos de segurança, protetores faciais, máscaras, enfim, aqueles equipamentos dimensionados pela segurança como importantes para sua proteção, eliminarão os outros riscos nesta atividade. Porém, todo o aparato de proteção existente não impedirá atos inseguros daqueles que querem desafiar a própria segurança. Cada um de nós é responsável por seu próprio desempenho na segurança do trabalho.

Os equipamentos devem estar posicionados dentro dos limites de alcance manual

A MELHOR PRODUÇÃO É AQUELA QUE PRESERVA VIDAS** Antes de começar o turno, o Técnico de Segurança do Trabalho reuniu a equipe. Naquele dia, iniciou a conversa com uma pergunta: — O que podemos melhorar para que vocês terminem a jornada com mais segurança e menos desgaste? Por alguns instantes, ninguém respondeu. Então, um trabalhador apontou uma ferramenta que ficava distante. Outro comentou sobre uma faca que perdia o fio rapidamente. Um terceiro falou do ruído que dificultava a comunicação. O técnico ouviu cada relato. — Quem realiza a tarefa todos os dias tem muito a contribuir. 
A experiência de vocês precisa fazer parte das decisões. A equipe passou a observar o trabalho com mais atenção. Equipamentos e comandos deveriam ficar ao alcance das mãos e da visão, permitindo movimentos seguros dos braços e das pernas. Esticar o corpo, torcer o tronco e fazer força desnecessária eram sinais de que algo precisava ser revisto. Na conferência das ferramentas elétricas, a orientação foi clara: verificar as condições de proteção elétrica, os cabos e as conexões, encaminhando defeitos para correção. A manutenção precisava fazer parte da rotina, antes que uma falha interrompesse o trabalho ou provocasse um acidente. 
No setor de corte, a conversa continuou. Escolher facas adequadas, controlar a afiação e garantir sua reposição exigia organização e participação dos trabalhadores. Quem chegava à equipe precisava receber orientação e treinamento, inclusive para o uso da chaira, quando aplicável. O local de afiação também precisava oferecer condições seguras. Ao perceber que um colega elevava a voz para ser ouvido, o TST chamou a atenção para outro cuidado: — Precisamos agir sobre esse ruído. 
Primeiro, buscar sua eliminação; depois, reduzir a emissão e a exposição. A melhoria deve alcançar os equipamentos e a forma de produzir. As observações foram registradas e encaminhadas aos responsáveis. Cada proposta precisava de acompanhamento para sair do papel. Ao final da conversa, aquele primeiro trabalhador voltou a falar: — Achei que o desconforto fazia parte do serviço. O técnico respondeu: — Sua saúde merece atenção todos os dias. Comunicar uma dificuldade ajuda a proteger você e também seus colegas. **Valorizar a vida é ouvir quem trabalha, corrigir o que oferece risco e oferecer condições para que todos façam bem o seu trabalho. Nenhuma meta substitui a importância de voltar para casa com saúde.
Josué dos Reis Rita | Técnico de Segurança do Trabalho | Reg.: M.T.E – MG-010349-7

Como é realizadas a seleção dos equipamentos de proteção individual?

A organização deve selecionar os EPI, considerando:a) a atividade exercida; b) as medidas de prevenção em função dos perigos identificados e dos riscos ocupacionais avaliados; c) o disposto no Anexo I; d) a eficácia necessária para o controle da exposição ao risco; e) as exigências estabelecidas em normas regulamentadoras e nos dispositivos legais; f) a adequação do equipamento ao empregado e o conforto oferecido, segundo avaliação do conjunto de empregados;
e g) a compatibilidade, em casos que exijam a utilização simultânea de vários EPI, de maneira a assegurar as respectivas eficácias para proteção contra os riscos existentes. A seleção do EPI deve ser registrada, podendo integrar ou ser referenciada no Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR. Para as organizações dispensadas de elaboração do PGR, deve ser mantido registro que especifique as atividades exercidas e os respectivos EPI. A seleção do EPI deve ser realizada pela organização com a participação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver, após ouvidos empregados usuários e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA ou nomeado. 
A seleção do EPI deve ser realizada pela organização com a participação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver, após ouvidos empregados usuários e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA ou nomeado. (Portaria MTP nº 4.219, de 20 de dezembro de 2022 - redação que entra em vigor no dia 20 de março de 2023). 6.5.2.3 A seleção do EPI deve ser revista nas situações previstas  da NR-01, quando couber. 
A seleção, uso e manutenção de EPI deve, ainda, considerar os programas e regulamentações relacionados a EPI. A seleção do EPI deve considerar o uso de óculos de segurança de sobrepor em conjunto com lentes corretivas ou a adaptação do EPI, sem ônus para o empregado, quando for necessária a utilização de correção visual pelo empregado no desempenho de suas funções.

O que cabe ao fabricante e ao importador de EPI?

Naquela manhã, antes de liberar os equipamentos no almoxarifado, o Técnico de Segurança do Trabalho reuniu os colaboradores. Sobre a bancada, uma botina, um capacete e um par de luvas aguardavam a conferência. Um trabalhador pegou a botina e comentou: — Está nova. Já posso usar? O TST apontou para a identificação do equipamento e respondeu: — Primeiro, precisamos conferir. A proteção começa antes do uso, com a escolha correta, a procedência e as informações que acompanham o EPI. Ele mostrou o número do Certificado de Aprovação, o nome do fabricante e o lote de fabricação. Explicou que essas marcações devem permanecer legíveis, visíveis e indeléveis. 
Quando a marcação convencional não for possível, uma alternativa precisa ser autorizada e constar no CA. — Quem fabrica ou importa tem responsabilidade com a sua segurança — continuou. — Deve comercializar o EPI com CA válido, manter a qualidade do produto aprovado e fornecer instruções em português sobre uso, manutenção, limpeza, higienização e limitações de proteção. Ao abrir o manual, o técnico destacou um cuidado que costuma passar despercebido: quando aplicável, o fabricante deve informar o limite de higienização após o qual a proteção original deixa de ser garantida e o equipamento precisa ser substituído. — Cuidar do EPI também significa reconhecer o momento de trocá-lo. Outro colaborador perguntou se o manual poderia ser digital. — Sim, salvo exigência contrária da norma técnica de avaliação. 
Mas o equipamento ou sua embalagem final deve apresentar a descrição, os materiais de composição, as instruções de uso, a proteção oferecida, as restrições e limitações, além do acesso ao manual completo. Durante a conversa, surgiu uma dúvida: — Se o CA vencer depois da compra, o EPI perde automaticamente a validade? O TST esclareceu: — A validade do CA e a validade do equipamento são diferentes. O CA deve estar válido na comercialização. Depois da aquisição, o fornecimento precisa respeitar as condições de armazenamento e o prazo de validade definidos pelo fabricante ou importador. E, durante o uso, a conservação e o funcionamento precisam continuar adequados. A orientação também abordou a inclusão. Quando solicitada e tecnicamente possível, a adaptação para uma pessoa com deficiência deve ser realizada pelo fabricante ou importador detentor do CA, preservando a eficácia. 
Nessas condições, a adaptação não invalida o certificado nem exige um novo CA. Antes de encerrar, o técnico reforçou que um fabricante ou importador não pode simplesmente utilizar o CA emitido para outro: precisa cumprir o procedimento regular para obter o seu próprio certificado. O órgão nacional competente estabelece as regras de aprovação, emitir e renovar certificados, fiscaliza a qualidade e pode suspender ou cancelar o CA. Diante de irregularidades ou denúncia fundamentada, também pode requisitar amostras ao fabricante ou importador. A equipe voltou a olhar para os equipamentos sobre a bancada. Agora, cada marcação e cada orientação do manual tinham um significado concreto. Por trás de um EPI existe uma responsabilidade com a vida. Conferir, orientar, conservar e substituir no momento certo são atitudes que transformam essa responsabilidade em proteção.

Lubrificação e reparos de máquinas e equipamentos

lubrificação e reparos Não existe máquina que não precise ser lubrificada de vez em quando. Muitas máquinas precisam de uma limpeza regularmente e todas, de vez em quando, precisam de reparos ou ajustes. Algumas vezes, achamos que podemos lubrificar, limpar ou ajustar uma máquina em funcionamento. Porém uma máquina ligada pode cortar, esmagar, ferir ou matar. Por isso é importante desligá-la antes de iniciar qualquer trabalho. 
Os minutos a mais que você ganharia na produtividade com ela funcionando, não vale o risco que você assume, por se colocar próximo a engrenagens, correias e dentes que não estão protegidos. Um ferimento que exige atendimento no ambulatório, consumirá mais tempo do que aquele ganho por manter a máquina em funcionamento. 
Um ferimento que leve um funcionário a um hospital custará muito para ele mesmo e para a empresa muitas vezes mais o que você poderia ganhar numa vida inteira com pequenas paradas. Porém, não é suficiente você apenas desligar a máquina antes de começar o trabalho. 
Se você precisar fazer qualquer trabalho que coloque parte do seu corpo próximo a peças móveis ou de peças energizadas, sua segurança exige que você tome alguns cuidados especiais para assegurar o movimento repentino e ou re-ligamento acidental. Algumas máquinas e circuitos possuem dispositivos especiais. 
Se sua máquina não os possui, tenha em mente os seguintes pontos: tome as medidas especiais para mantê-la desligada quando você estiver trabalhando nela; coloque uma etiqueta de advertência na chave ou comando; se necessário mantenha uma outra pessoa próximo a chave a fim de manter outras pessoas afastadas. 
- Remova um fusível que desligue completamente o circuito ou alerte aqueles que estejam próximos ou que possam se aproximar do que você está para fazer; nunca deixe chaves ou outras ferramentas sobre uma máquina, em que uma partida súbita possa arremessá-las; -
Nunca ligue qualquer máquina ou circuito elétrico, a menos que você esteja absolutamente certo de que nenhum outro empregado está Trabalhando nela. Nunca opere qualquer máquina a menos que você esteja autorizado para operá-la; - Nunca lubrifique, ajuste ou repare uma máquina, a menos que você esteja autorizado a fazer este trabalho em particular. Muitos destes trabalhos devem ser feitos por pessoal de manutenção especialmente treinado para a tarefa.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

TRABALHO A QUENTE: SEGURANÇA NÃO ADMITE IMPROVISO!

NR 18
Mantenha os pneus dos carrinhos sempre calibrados
TRABALHO A QUENTE – UMA FAÍSCA PODE MUDAR UMA VIDA! Imagine sair de casa para mais um dia de trabalho, despedir-se da família e acreditar que tudo acontecerá como planejado. Mas, durante uma atividade de soldagem, corte com maçarico ou esmerilhamento, uma pequena falha pode transformar a rotina em uma emergência. Uma mangueira danificada, um vazamento de gás, um cilindro sem fixação ou a presença de materiais inflamáveis podem provocar incêndios, explosões, queimaduras graves e até acidentes fatais.  A NR-18 estabelece medidas de segurança para as atividades de trabalho a quente na construção civil. Antes de iniciar os serviços, é fundamental avaliar os riscos, verificar os equipamentos, controlar as fontes de ignição e proteger os trabalhadores. 
bancada para atividades de trabalho a quente
Procure não improvisar na realização das tarefas 
A NR-1 reforça a importância do gerenciamento de riscos ocupacionais. Identificar os perigos, avaliar os riscos e implementar medidas preventivas não é apenas uma exigência normativa: é um compromisso com a vida. A NR-6 determina o fornecimento e a utilização adequada dos equipamentos de proteção individual, conforme os riscos identificados. Nas atividades com oxiacetileno, os dispositivos contra retrocesso de chama são fundamentais. Os cilindros devem permanecer na posição vertical, devidamente fixados e afastados de fontes de calor.  Atenção! Oxigênio sob pressão jamais deve entrar em contato com óleos e graxas. A NR-20 também deve ser observada quando houver atividades e instalações abrangidas por seus requisitos relativos a inflamáveis e combustíveis.  
Sinalize as areas de trabalho
medidas de prevenção contra incêndios
A NR-23 reforça a necessidade de medidas de prevenção contra incêndios, enquanto a NR-33 estabelece requisitos específicos quando o trabalho envolve espaços confinados. E, se a atividade ocorrer em altura, aplicam-se também as medidas de prevenção previstas na NR-35. Nos serviços de impermeabilização, a segurança exige ventilação adequada, controle de temperatura, inspeção dos sistemas de aquecimento e armazenamento seguro dos cilindros.  Nunca permita que a pressa substitua o planejamento. Nunca transforme uma improvisação em procedimento de trabalho! 
Mantenha organizada as bancadas de trabalho
A produção pode esperar. A vida, não!
Porque, quando acontece um acidente, não é apenas uma atividade que fica interrompida. Uma família inteira pode ter sua história transformada.  A produção pode esperar. A vida, não! Trabalhe com responsabilidade, respeite os procedimentos e tenha coragem de interromper uma atividade diante de risco grave e iminente. 
SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR! TRABALHE COM SEGURANÇA E VOLTE PARA CASA!

OUTUBRO ROSA – UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA, O AMOR E A PREVENÇÃO

 
Cuidar de si é um ato de amor. Prevenir é uma demonstração de respeito pela própria vida!

Outubro chega trazendo muito mais do que uma cor. O rosa representa esperança, conscientização e valorização da vida. O Outubro Rosa nos convida a refletir sobre algo que frequentemente deixamos em segundo plano: nossa própria saúde.

Vivemos em uma sociedade marcada pela pressa. Trabalhamos, assumimos responsabilidades, cuidamos da família e procuramos atender às necessidades de todos. Entretanto, muitas vezes esquecemos de cuidar de nós mesmos.

Quantas vezes adiamos uma consulta médica por falta de tempo? Quantas vezes ignoramos os sinais do nosso corpo? Quantas vezes colocamos o trabalho acima da nossa saúde?

Nenhuma responsabilidade é mais importante do que a preservação da vida.

O câncer de mama pode atingir mulheres de diferentes idades e, embora seja menos frequente, também pode ocorrer em homens. A informação, os hábitos saudáveis e o diagnóstico precoce são fundamentais para melhorar as possibilidades de tratamento.

Conhecer o próprio corpo, observar alterações e realizar os exames recomendados pelos profissionais de saúde são atitudes importantes. Afinal, cuidar da saúde hoje significa oferecer mais oportunidades ao amanhã.

O Outubro Rosa também nos ensina sobre coragem. Coragem não é ausência de medo, mas a decisão de procurar ajuda, enfrentar dificuldades e continuar acreditando na vida.

Por trás de cada diagnóstico existe uma história. Existe uma mãe, uma filha, uma esposa, uma amiga ou uma trabalhadora. Existem sonhos, sentimentos, famílias e projetos que merecem continuar.

Nenhuma mulher deve ser definida pela doença que enfrenta. Sua dignidade e seu valor permanecem muito maiores do que qualquer diagnóstico.

Nesse momento, o apoio da família, dos amigos e dos colegas de trabalho pode fazer uma grande diferença. Uma palavra de carinho, um abraço ou simplesmente a disposição para ouvir são demonstrações de solidariedade.

No ambiente profissional, a Segurança e Saúde no Trabalho também desempenha um papel importante. Empresas devem incentivar campanhas educativas, promover a conscientização e valorizar a saúde física e emocional de seus trabalhadores.

O Técnico de Segurança do Trabalho, em conjunto com os profissionais de saúde ocupacional, pode contribuir para disseminar informações e fortalecer uma cultura de prevenção e cuidado.

Afinal, de que adianta uma empresa alcançar grandes resultados se não valoriza as pessoas responsáveis por essas conquistas?

O Outubro Rosa nos lembra que o tempo é precioso. Não devemos esperar uma doença aparecer para reconhecer a importância da saúde, nem adiar os cuidados necessários por causa das exigências do cotidiano.

Cuidar de si não é egoísmo. É responsabilidade, consciência e amor pela vida.

Mais do que vestir uma camisa rosa ou compartilhar mensagens, participar dessa campanha significa transformar a conscientização em atitudes concretas: orientar, acolher, respeitar e incentivar o cuidado com a saúde.

Que o Outubro Rosa não seja lembrado apenas durante trinta e um dias, mas represente um compromisso permanente com a vida.

E fica uma reflexão: você tem dedicado à sua saúde a mesma atenção que dedica ao trabalho e às suas responsabilidades?

Lembre-se: o futuro começa com as escolhas que fazemos hoje. A vida é feita de momentos que não voltam, abraços que não podem ser adiados e sonhos que merecem continuar.

🎀 OUTUBRO ROSA – A VIDA É O NOSSO BEM MAIS PRECIOSO. CUIDAR DELA É UM COMPROMISSO DE TODOS!

sábado, 3 de outubro de 2026

Quais EPIs utlizados para proteção contra quedas de diferença de nível?

A prevenção começa no planejamento: evite o trabalho em altura sempre que possível e priorize a proteção coletiva. Quando necessário, utilize um Sistema de Proteção Individual Contra Quedas selecionado conforme a análise de risco, com componentes compatíveis e ancoragem adequada. Cinturão de segurança com trava-queda: utilizado para proteção nos deslocamentos verticais ou horizontais, conforme a aplicação e as limitações indicadas pelo fabricante. Cinturão de segurança com talabarte: empregado para proteção contra quedas ou posicionamento, conforme sua finalidade. 
Para retenção de quedas, é obrigatório utilizar cinturão tipo paraquedista e, quando o elemento de ligação for um talabarte, este deve ser integrado com absorvedor de energia. O talabarte de posicionamento não substitui o sistema de retenção de quedas. Cuidados preventivos essenciais: - Inspecione os equipamentos antes de iniciar o trabalho. - Verifique ajustes, conexões e compatibilidade dos componentes. - Permaneça conectado durante toda a exposição ao risco de queda. - Considere a distância de queda e o espaço livre necessário para evitar colisões. - Retire de uso equipamentos danificados ou submetidos a impacto de queda siga as instruções do fabricante para limpeza, conservação e armazenamento garanta capacitação, autorização e planejamento de emergência e resgate. Aprovação de EPI: emissão do Certificado de Aprovação pelo órgão competente. 
Certificado de Aprovação — CA: documento que autoriza a comercialização e a utilização do EPI no Brasil. Avaliação de conformidade: comprovação do atendimento aos requisitos especificados. Limpeza: retirada de sujeiras e resíduos por processos manuais ou mecânicos. Higienização: remoção de contaminantes que exigem procedimentos específicos, incluindo descontaminação e desinfecção. Adquirente por conta e ordem: pessoa jurídica que compra a mercadoria no exterior com recursos próprios e contrata outra empresa para realizar o despacho de importação. 
Encomendante predeterminado: pessoa jurídica que contrata um importador para comprar, importar e revender a mercadoria a ela. Nome comercial: razão social, nome fantasia registrado no CNPJ ou marca registrada pertencente ao fabricante ou importador. 
Prevenir quedas é conferir cada detalhe antes de confiar a vida ao equipamento.