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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Por que as pessoas não usam cinto de segurança no trânsito?

Os argumentos são variados. O que existe é muita desinformação sobre o assunto. Segue mitos que precisam ser derrubados: • O cinto de segurança é necessário apenas em alta velocidade e percursos longos? Falso. Muitos motoristas acreditam que o cinto é necessário somente nas estradas. As estatísticas provam justamente o contrário. Mais da metade dos acidentes de trânsito com mortes ocorre à velocidade igual ou inferior a 64 km/h. 65% dos acidentes fatais e 80% dos acidentes de trânsito em geral ocorrem num raio de 40 km do local de residência das vítimas. 
Este exemplo pode dar uma noção das conseqüências de um acidente a apenas 50 km/h. Numa colisão frontal com um poste ou outro obstáculo fixo, o impacto sobre o corpo será igual ao de uma queda do quarto andar de um prédio. • O cinto é desconfortável? Discutível. O uso do cinto é uma questão de hábito e disciplina. Quanto mais rápida é a adaptação. Até o ponto em que pôr e tirar o cinto vira um ato mecânico. Depois de criado o hábito, a sensação é de segurança e não de incômodo. O cinto mantém o corpo na posição correta e dá maior estabilidade nas curvas e freadas. O modelo mais moderno, cinto de três pontos retratil, é fácil de manejar e deixa os movimentos livres, ao mesmo tempo em que age prontamente em situação de perigo. Se seu cinto não é deste tipo, vale a pena fazer a substituição. Compensa duplamente: pelo conforto e pela segurança. 
O cinto de segurança é dispensável quando o motorista é cauteloso e respeita as leis? Não é verdade. Por mais cuidadoso que seja o motorista, ele não está sozinho no trânsito, nem está livre de imprevistos. E por mais experiência que tenha, não está livre de cometer erros. Pensar que os acidentes só acontecem com os outros pode ser reconfortante, mas é também muito perigoso. A possibilidade de causar ou sofrer um acidente é uma realidade difícil de ser encarada, mas que está sempre presente no dia-a-dia de qualquer um de nós.